Painel produzido pelo artista digital Maurício Morais - http://mauriciomorais.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Impressões ao Volante - Miura Sport

Às vezes dá vontade de provar carros que foram ícones de gerações passadas e hoje são objetos de visitação de museus de automóveis no mundo inteiro. No caso do Miura é diferente, ele continua com design atual apesar de ter 30 anos. Seus atrativos são indiscutíveis. Vejamos algumas de suas características especiais:
Acessar a cabine do Miura Sport, pela primeira vez, parece difícil, o espaço é reduzido, depois descobre-se que é como deixar o corpo cair no banco, tomando cuidado para não bater a cabeça. Ao volante, sentimo-nos bastante desorientados pela posição de pilotagem que é bastante horizontal, e tem de achar a posição ideal para as pernas e para os braços. Os comandos estão no painel logo a frente, acionamento dos faróis, comutador de luzes, botão de regulagem do volante, abertura do teto-solar estão ao alcance das mãos. A visibilidade é boa, não se vê mais a frente bem pronunciada e bicuda, a visibilidade traseira é melhor do que se esperava.
Do ponto de vista do motorista é bastante diferente de um carro normal, montado no Miura, os caminhões parecem túneis pelos quais se pode passar por baixo.




Vamos à pista, seu habitat natural. Céu azul, e estrada vazia num dia de domingo, mãos suadas, nervosismo, a testa parecia ter encostado na churrasqueira do George Foreman, eletricidade suficiente para funcionar o Miura por 20 anos. Giro de leve a chave, aperto o botão de partida, o motor respira e começa a pulsar, engato a primeira marcha e pomos a andar. O carro se põe em movimento, as rodas começam a engolir o asfalto, pois a alegria das rodas é rodar. Logo no engate da segunda marcha, um assobio começa a zumbir nos ouvidos; o nervosismo aumenta. Mas tudo se acalma quando pelos vidros verdes vemos as belas paisagens trocando de lugar. Quando se tem o mínimo de sensibilidade automobilística, neste momento dá vontade de gritar de alegria. Como em toda pilotagem rústica, o câmbio é meio duro, a embreagem parece funda demais, e o freio um tanto alto, o que faz o joelho, às vezes, tocar o volante.
Apesar do volante sem maciez, pela direção ser mecânica, as manobras não são mais cansativas que a de qualquer outro carro com as mesmas características. O Miura não é um carro claustrofóbico, e é possível pilotar bastante comodamente. Todos, absolutamente todos, voltam-se para admirá-lo. É impossível olhar uma vez só para este carro, as pessoas param para fotografar em todo lugar que se estaciona; e causa frisson por onde passa. Apesar do motor 1.6 a ar, responsável pelo desempenho tímido para um Sport, é um carro que impõe respeito e mais uma vez  as pessoas se rendem aos encantos do fabuloso Miura.

Gustavo Corrêa - SP

3 comentários:

  1. Parabéns!
    descreveu com muita propriedade a sensação de quando se dirige um Miura Sport. O orgulho é grande, sem falar, claro na emoção, na vibração, no prazer de saber que todos de fora gostariam de estar ali naquele momento também querendo sentir o gostinho de conduzí-lo. Privilégio de poucos...!!!
    Antonio Carlos
    Miura Sport 80

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  2. Parabéns pelo comentário, que expressa a mais autêntica sensação.

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  3. Parabéns pelo comentário, que expressa a mais autêntica sensação.

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